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 Massagem cardíaca é mais eficaz sem respiração boca a boca, diz pesquisa
05 de outubro de 2010 21h41 atualizado em 06 de outubro de 2010 às 01h34

A massagem cardíaca realizada durante um ataque do coração é mais eficiente sem a respiração boca a boca, revela um estudo publicado nessa terça-feira pelo Journal of the American Medical Association (JAMA).

Nos Estados Unidos há anualmente cerca de 300 mil ataques cardíacos longe dos centros médicos. As possibilidades de sobrevivência podem ser significativamente melhoradas com a reanimação cardiopulmonar (RCP), e a massagem cardíaca deve ser realizada sem a respiração boca a boca, porque isto aumenta as chances da vítima, destaca o estudo.

A conclusão faz parte de um programa iniciado no Arizona, em 2005, com o objetivo de melhorar as chances de sobrevivência das vítimas de ataque cardíaco.

"Este programa analisou a ação de pessoas comuns e de membros dos serviços de emergência médica e concluiu que é preferível limitar as interrupções (necessárias para se realizar o boca a boca) durante as compressões no peito".

O estudo foi realizado entre janeiro de 2005 e dezembro de 2009, com 4.415 pessoas com ao menos 18 anos que sofreram ataque cardíaco longe do hospital.

Deste total, 2.900 (65,6%) não receberam qualquer auxílio durante o ataque, 666 (15,1%) foram submetidos à RCP convencional e 849 (19,2%), apenas à massagem cardíaca.

A taxa de sobrevivência com alta hospitalar foi de 5,2% para quem não recebeu RCP, de 7,8% para os submetidos à RCP convencional (com respiração boca a boca) e de 13,3% para quem obteve apenas massagem cardíaca.

AFP
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