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 Pioneiro da fertilização in vitro ganha Nobel de Medicina
04 de outubro de 2010 06h39 atualizado às 10h13

O fisiologista Robert Edwards, pioneiro nas pesquisas de fertilização in vitro, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina de 2010. Foto: AFP

O fisiologista Robert Edwards, pioneiro nas pesquisas de fertilização in vitro, ganhou o Prêmio Nobel de Medicina de 2010
Foto: AFP

O fisiologista britânico Robert G. Edward é o vencedor do Prêmio Nobel de Medicina 2010 por suas pesquisas pinoneiras sobre a fecundação in vitro, informou nesta segunda-feira o Instituto Karolinska. O Nobel de Medicina premiará o pesquisador com 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,5 milhão) e será entregue no dia 10 de dezembro, coincidindo com o aniversário da morte do fundador dos prêmios, Alfred Nobel.

"As descobertas de Edwards tornaram possível o tratamento da esterilidade que afeta uma grande parcela da humanidade e mais de 10% dos casais no mundo", diz comunicado divulgado pelo Comitê Nobel, em Estocolmo.

O cientista britânico foi o responsável pelo nascimento do primeiro "bebê de proveta", Louise Joy Brown, em 1978. Até 4 milhões de "bebês de proveta" já nasceram no mundo desde a primeira FIV (fertilização in vitro), em 1978, disse nota do instituto, lembrando também da parceria de Edwards com o já falecido ginecologista Patrick Steptoe.

A dupla sofreu resistências de igrejas, governos, de parte da imprensa e de alguns cientistas, e enfrentou dificuldades para obter verbas para a pesquisa, tendo de depender apenas de doações particulares.

Em 1968, Edwards e Steptoe desenvolveram métodos para fertilizar óvulos humanos fora do organismo. Trabalhando na Universidade de Cambridge, eles começaram a implantar embriões em mulheres inférteis em 1972, mas várias gestações terminaram em abortos espontâneos - o que depois eles atribuíram a erros nos tratamentos com hormônios.

Em 1977, eles tentaram um novo método, baseado não nos tratamentos hormonais, e sim na hora certa de fazer o procedimento. Em 25 de julho do ano seguinte, nasceu Louise Brown.Foi um grande acontecimento midiático, e muitos duvidavam se as crianças geradas artificialmente cresceriam saudáveis - preocupação que estudos posteriores afastaram, como lembrou o Instituto Karolinska.

Steptoe morreu em 1988. Edwards, doente, não deu declarações diretamente à imprensa. Segundo sua clínica, ele considera que "a coisa mais importante na vida é ter filhos - nada é mais especial do que um filho". Cerca de 1% a 2% dos bebês nascidos atualmente no mundo ocidental são concebidos por meio da FIV, segundo Christer Hoog, professor de biologia celular e membro do comitê que concede o Nobel.

Com informações das agências EFE, AFP e Reuters.

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