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 Estudo: gel vaginal poderia reduzir contágio de HIV em mulheres
03 de setembro de 2010 09h17 atualizado às 10h20

Um gel vaginal poderia reduzir as possibilidades de contágio de HIV nas mulheres que o aplicarem pelo menos 12 horas antes e 12 horas após uma relação sexual, segundo os primeiros resultados de um estudo realizado na África do Sul sob patrocínio da Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

As análises demonstraram que o gel teve 39% de efetividade em reduzir o contágio de HIV, segundo um estudo dirigido pelo Centro para a pesquisa da aids na África do Sul (Caprisa, na sigla em inglês), apresentado nesta sexta-feira em Genebra.

O estudo, ainda pendente de novos testes clínicos para constatar sua eficácia e poder colocá-lo à disposição pública, foi realizado na África do Sul com mulheres de idades compreendidas entre 18 e 40 anos, que usaram o gel, segundo a prescrição. No entanto, estes resultados - que já foram antecipados na 18ª Conferência Internacional de HIV em Viena em julho - ainda não são extrapoláveis para a população feminina mundial, e, entre outras coisas, o Caprisa estuda que variantes determinam seu bom uso e poderia reduzir sua aplicação a uma única vez antes do contato sexual.

Se for confirmado que o gel - composto de uma matéria microbicida chamada tenofovir - pode prevenir o contágio sexual do HIV, as mulheres poderiam "ter mais oportunidades de se proteger a si mesmas sem a cooperação de seu companheiro", acrescentou Catherine Hankins, conselheira da Unaids.

Isto seria de grande ajuda nos países subsaarianos, onde a maior parte das mulheres com HIV foram infectadas por homens, e onde a aids é uma grande causa de mortalidade materna. Por isso, Hankins pediu aos cientistas e pesquisadores para trabalharem conjuntamente para concluir o projeto, e provar que um microbicida pode ajudar as mulheres a prevenir contágios de HIV.

EFE
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