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 México defende ajuda financeira contra aquecimento na África
24 de julho de 2010 16h33 atualizado às 17h24

O presidente mexicano, Felipe Calderón, considerou, durante encontro com colegas africanos neste sábado, em Kampala, capital de Uganda, que a África deveria receber um "apoio financeiro importante" para enfrentar as mudanças climáticas.

Calderón se reuniu com vários chefes de Estado africanos, à véspera da cúpula da União Africana (UA) na cidade "para entender suas posturas sobre os temas que serão tratados" na próxima conferência internacional sobre o clima, prevista para o fim do ano, no México.

"Acho que foram feitos progressos desde (a cúpula climática anterior de) Copenhague", declarou Calderón a seus interlocutores africanos, durante parte da reunião aberta à imprensa.

"Pela primeira vez, foi reconhecido que a adaptação (às mudanças climáticas) nos países em vias de desenvolvimento exigirá uma ajuda financeira dos países desenvolvidos", acrescentou o presidente mexicano.

O atual presidente da UA, o chefe de Estado do Malauí, Bingu wa Mutharika, disse, por sua vez, que os países africanos "querem ir ao México com uma só voz".

"A mudança climática se tornou um dos maiores desafios no campo do desenvolvimento ao qual o planeta se vê confrontado", acrescentou. "Temos visto os pobres ficarem ainda mais pobres por causa da mudança climática".

A conferência climática de Copenhague esteve a ponto de fracassar, em dezembro passado. Um acordo, negociado na última hora sem ser formalmente adotado, fixou como meta limitar a elevação da temperatura do planeta a dois graus Celsius, e estabeleceu um financiamento para os mais vulneráveis a curto prazo de US$ 30 bilhões entre 2010 e 2012, e de US$ 100 bilhões ao ano até 2020.

AFP
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