A batalha para eliminar a pólio, que tem tido 99% de sucesso e paira à beira da vitória há uma década, vem enfrentando novos obstáculos. Houve um surto de mais de 300 casos no Tadjiquistão este ano (o Tadjiquistão fica ao norte do Afeganistão; conflitos na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão entre os EUA e o Talibã causaram o surto da doença em ambos os países). Casos nos dois pontos críticos permanentes, Nigéria e Índia, estão diminuindo, mas não foram eliminados, e os dois continuam a alimentar surtos em países vizinhos.
Porém, o 'maior obstáculo na estrada', como escreveu recentemente no The New England Journal of Medicine o Dr. John F. Modlin, especialista em pólio da Dartmouth Medical School, vem sendo os casos emergenciais de pólio causados por vírus vivos de vacinas que apresentaram mutações até ficarem perigosos o suficiente para causar paralisia. O problema foi descoberto pela primeira vez na República Dominicana e no Haiti há uma década; o surto foi controlado. No entanto, no ano passado, ocorreu na Nigéria, Congo, Somália, Índia e Etiópia. O número de casos é pequeno, mas ideia da vacina levar à doença pode assustar as pessoas.
A vacina em si é segura, mas o vírus vivo contido nela circula, protegendo mais pessoas - a não ser que ocorram mutações perigosas. Como vacinas mortas são caras de produzir e de injetar, a única solução prática no momento é uma vacinação oral mais agressiva, afirmam os especialistas.

- The New York Times


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