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 Estudo contesta benefícios da vitamina A para grávidas e bebês
07 de maio de 2010 09h04 atualizado às 09h26

Administrar cápsulas de vitamina A a mulheres não salvou a vida delas ou de seus bebês, de acordo com um novo e surpreendente estudo de Gana, publicado nesta semana pelo periódico médico Lancet. Os resultados contradizem um estudo anterior no Nepal, que mostrava uma grande queda nas mortes de mulheres grávidas que tomaram vitamina A, e desapontaram especialistas que esperavam que as pílulas pudessem salvar vidas de forma barata e fácil.

Cientistas já haviam estabelecido nos anos 1980 que administrar vitamina A a crianças subnutridas previne o atrofiamento e a morte por cisticercos e diarreia. O estudo de 1999 no Nepal sugere que a vitamina também salvou jovens mães, embora o resultado tenha sido recebido com certo ceticismo, porque muitas das mulheres morreram de causas sem relação, como queimaduras, afogamentos, mordidas de cobra e enforcamento.

Ao escreverem um comentário no Lancet, Anthony Costello e David Osrin, do instituto de saúde global da Universidade College London, observaram que o novo estudo recrutou um número "surpreendente" de mulheres - quase 208 mil em mais de mil vilarejos ou territórios familiares.

Metade tomou uma baixa dose semanal de vitamina A e metade um placebo. Houve poucas mortes em ambos os grupos, mas a vitamina também não reduziu a hospitalização por complicações da maternidade. Nem reduziu os natimortos ou a morte de recém-nascidos. Recentes ensaios clínicos em Bangladesh e na Indonésia tiveram resultados similares.

Encontrar formas de alimentar mais as jovens seria mais eficaz do que tomar vitaminas, afirma o comentário dos autores.

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
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