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 Cientistas usam células-tronco ósseas para curar fraturas
28 de abril de 2010 15h48 atualizado às 16h13

Um grupo de cientistas americanos desenvolveu um processo bioquímico que usa um tipo especial de proteína para ativar células-tronco ósseas, com as quais aceleraram a cura de fraturas em ratos.

Em um estudo publicado na revista Science Translational Medicine, os cientistas do Instituto Médico Howard Hughes e da Escola de Medicina da Universidade de Stanford ressaltaram que o procedimento poderia ter ampla aplicação na medicina regenerativa.

Eles descobriram que as proteínas identificadas como WnT ativam as células-tronco ósseas que participam da regeneração do osso. Em experimentos com ratos geneticamente modificados os pesquisadores aceleraram esse processo de cura óssea ao aplicar a proteína, que também foi modificada.

A WnT fez com que as células-tronco no lugar da lesão se dividissem e amadurecessem para formar a massa óssea de maneira mais rápida que em roedores normais.

Posteriormente, os cientistas desenvolveram uma substância chamada liposomal Wnt 3a que produziu os mesmos efeitos nos ratos sem a necessidade de uma modificação genética, indicou o relatório.

Mediante a injeção de liposomal Wnt 3a eles conseguiram acelerar o processo de reparação com a estimulação das células-tronco ósseas, que se dividiram e amadureceram mais rapidamente, mas somente no lugar da lesão.

O relatório afirma que a localização precisa do lugar em que a proteína deve atuar sobre as células-tronco é importante porque sua função sem controle pode ter efeitos secundários graves, como a formação excessiva de tecido ósseo.

Em seu relatório, os pesquisadores disseram que o procedimento com a proteína Wnt também poderia ser aplicado para melhorar a regeneração de tecidos em casos de feridas ou ataques cardíacos.

EFE
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