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 Estudo busca distribuição externa de óxido nítrico no corpo
18 de março de 2010 18h40

Henry Fountain
Washington

O óxido nítrico é um gás reativo que desempenha funções em muitos processos do corpo. No sistema circulatório, por exemplo, ele serve como sinal que promove o relaxamento dos músculos macios em torno dos vasos sanguíneos, o que faz com que estes se dilatem e melhorem o fluxo sanguíneo.

Devido à importância do óxido nítrico e porque os diabéticos não o produzem em volume suficiente (o que contribui para a má circulação e outros problemas), pesquisadores há muito procuram maneiras de distribui-lo por meio de fontes externas ao corpo. Mas o gás é tão reativo, e portanto tão efêmero, que a distribuição é difícil.

Por isso, o foco está no desenvolvimento de materiais capazes de retê-lo e distribui-lo gradualmente. Harvey Liu e Kenneth Balkus Jr., da Universidade do Texas em Dallas, desenvolveram um novo sistema de distribuição: uma bandagem.

Em estudo publicado pela revista Chemistry of Materials, eles descrevem o uso de uma zeólita, mineral que combina alumínio e silício em estrutura tridimensional. Já existia prova de que as zeólitas eram capazes de armazenar e distribuir óxido nítrico e outros produtos químicos. Elas incorporam os minerais nas fibras de um polímero biocompatível, o ácido poliláctico, enquanto elas são tecidas como uma espécie de manto.

As fibras recebem uma infusão de óxido nítrico, e ao controlar sua porosidade os pesquisadores descobriram como controlar a liberação do gás. Os pesquisadores afirmaram que o material resultante pode ser incorporado a meias para diabéticos que liberariam óxido nítrico através da pele.

Também poderia ser usado antes de transplante para envolver órgãos e ajudar a preservá-los por mais tempo fora do corpo.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
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