As pessoas mais velhas apresentam maior probabilidade de sofrer um declínio em suas capacidades cognitivas depois de serem internadas em hospital para combater uma doença do que seria o caso se não fossem internadas, reporta um novo estudo.
O estudo, publicado no mês passado pela revista Journal of the American Medical Association, acompanhou quase três mil pessoas de idade superior a 65 anos por mais de uma década. Todos os participantes viviam na região de Seattle, e nenhum deles apresentava sintomas de demência senil antes do início do estudo.
Aqueles que passaram por internações hospitalares devido a problemas críticos de saúde tais como infecções severas ou paradas cardíacas exibiam uma queda estatisticamente significativa de resultados em testes cognitivos aplicados depois da hospitalização, se comparados a pessoas do grupo que não tinham passado por internações.
Os pacientes que foram internados por doenças não críticas registravam uma incidência de demência senil 40% mais elevada depois das internações, um dado estatisticamente significativo, quando comparados a pacientes não internados.
Embora parte da perda de capacidade cognitiva possa estar relacionada à doença que causou a internação, disseram os pesquisadores, efeitos colaterais da internação hospitalar e do tratamento recebido também podem ter influência no resultado.
Pressão arterial baixa, o uso de medicamentos como a morfina, infecções e inflamação sistêmica estão entre muitas causas possíveis do declínio cognitivo contatado depois de uma internação, disse o diretor científico do estudo, Dr. William Ehlenbach, pesquisador sênior de medicina pulmonar e de tratamento intensivo na Universidade de Washington.
Tradução: Paulo Migliacci ME

- The New York Times


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