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 Atraso cognitivo em idoso é mais provável depois de internação
12 de março de 2010 08h57 atualizado às 09h36

As pessoas mais velhas apresentam maior probabilidade de sofrer um declínio em suas capacidades cognitivas depois de serem internadas em hospital para combater uma doença do que seria o caso se não fossem internadas, reporta um novo estudo.

O estudo, publicado no mês passado pela revista Journal of the American Medical Association, acompanhou quase três mil pessoas de idade superior a 65 anos por mais de uma década. Todos os participantes viviam na região de Seattle, e nenhum deles apresentava sintomas de demência senil antes do início do estudo.

Aqueles que passaram por internações hospitalares devido a problemas críticos de saúde tais como infecções severas ou paradas cardíacas exibiam uma queda estatisticamente significativa de resultados em testes cognitivos aplicados depois da hospitalização, se comparados a pessoas do grupo que não tinham passado por internações.

Os pacientes que foram internados por doenças não críticas registravam uma incidência de demência senil 40% mais elevada depois das internações, um dado estatisticamente significativo, quando comparados a pacientes não internados.

Embora parte da perda de capacidade cognitiva possa estar relacionada à doença que causou a internação, disseram os pesquisadores, efeitos colaterais da internação hospitalar e do tratamento recebido também podem ter influência no resultado.

Pressão arterial baixa, o uso de medicamentos como a morfina, infecções e inflamação sistêmica estão entre muitas causas possíveis do declínio cognitivo contatado depois de uma internação, disse o diretor científico do estudo, Dr. William Ehlenbach, pesquisador sênior de medicina pulmonar e de tratamento intensivo na Universidade de Washington.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
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