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 Cern desmente problemas de segurança em Colisor de Hádrons
10 de março de 2010 10h29 atualizado às 10h47

As atividades do acelerador de partículas do Laboratório Europeu de Física Nuclear (Cern), que voltou a ser ligado há 12 dias, transcorrem sem inconvenientes, afirmou nesta quarta o porta-voz James Gillies, que desmentiu qualquer problema de segurança.

"Sabemos que o acelerador é perfeitamente seguro para operar com a energia prevista para os próximos dois anos", assegurou Gillies em declarações à Agência Efe. "Começamos o ciclo de funcionamento mais longo do LHC", destacou.

Espera-se que daqui a duas semanas o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) atinja a energia necessária para começar as colisões de prótons em um túnel circular de 27 quilômetros construído a 100 metros abaixo da terra.

Quando a energia de sete teraeletronvolts (TeV) tiver sido alcançada, o acelerador se manterá funcionando a essa potência entre 18 e 24 meses, "o que oferecerá um grande potencial para novas descobertas", afirmou o porta-voz.

Gillies explicou que o desligamento do acelerador, que está previsto para depois desse período, responde em primeiro lugar ao modo de funcionamento de todos os aceleradores que o CERN construiu e que "tradicionalmente funcionaram entre sete e oito meses, para depois serem desligados entre quatro e cinco meses".

"Desligá-lo não é nada de novo", esclareceu, frente às versões de que os motivos dessa pausa seriam novas preocupações com segurança. Para o LHC, se decidiu "por bom senso" prolongar tanto os períodos em atividade como de desligamento (entre oito e dez meses).

Segundo o porta-voz, "o objetivo do (primeiro) desligamento será preparar a máquina para que funcione com sua mais alta energia", de 14 TeV. "Sabemos que podemos fazer o acelerador funcionar agora e de maneira totalmente segura com metade da energia para o qual foi criado", explicou.

No entanto, apontou que os cientistas do CERN são conscientes de que existem "problemas com algumas das conexões elétricas", e que por isso haverá revisões gerais antes que o sistema alcance sua energia máxima, o que deve acontecer em 2013.

"Se queremos fazer o acelerador funcionar sem riscos de danos, temos que fazer algumas remodelações", declarou Gillies. O LHC teve problemas em algumas de suas conexões em 2008, a poucos dias de começar a funcionar pela primeira vez, o que levou ao seu desligamento durante 14 meses e a gastos de mais de 20 milhões de euros.

EFE
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