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 Análise questiona benefício das tiras de teste para diabete
27 de janeiro de 2010 09h21 atualizado às 09h26

Pessoas com diabete tipo 2 são muitas vezes aconselhadas a usar tiras de teste de glicose para monitorar seus níveis de açúcar no sangue, mas uma análise canadense descobriu que o automonitoramento de rotina não tem um bom custo-benefício para muitos pacientes: as tiras chegam a custar até um dólar cada e previnem comparativamente poucas complicações da diabete.

A descoberta foi parte de uma análise que levou a Agência Canadense para Drogas e Tecnologias na Saúde a divulgar uma recomendação não-obrigatória contra o automonitoramento de rotina para muitos diabéticos do tipo 2 - que não tomam insulina.

Especialistas dos Estados Unidos afirmaram que são necessários mais estudos, mas enfatizaram que os testes de glicose, que são cobertos pelo seguro de saúde, podem ser úteis para ajustar dieta, exercícios e regimes do medicamento.

Além disso, os testes são recomendados para pacientes com diabete tipo 2 que tomam insulina ou drogas chamadas sulfonilureias, que estimulam a produção de insulina; esses pacientes correm o risco de ter hipoglicemia, ou nível extremamente baixo de açúcar no sangue. Mas para outros pacientes do tipo 2, os benefícios do teste são extremamente menores.

Outro estudo canadense relatou que mais de mil pacientes precisariam usar os testes regularmente para prevenir um único caso de falha renal, por exemplo, e cerca de 500 precisariam ser tratados para prevenir um único derrame, amputação ou caso de cegueira.

Ao invés de depender dos testes, dizem os especialistas, os pacientes precisam ficar atentos a dieta, exercícios, peso e pressão sanguínea.

"A mensagem que gostaríamos de passar para aqueles que vivem com diabete tipo 2", disse Barb Shea, vice-presidente da agência de saúde, "é que é necessário mais do que um teste de sangue para cuidar da sua saúde."

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
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