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 Com fome, gaivotas atacam baleias francas na Patagônia
12 de janeiro de 2010 16h54 atualizado às 17h02

Superpopulação de aves fez com que ataques, muitas vezes mortais, passassem de 1% para 78% das baleias em 35 anos. Foto: BBC Brasil

Superpopulação de aves fez com que ataques, muitas vezes mortais, passassem de 1% para 78% das baleias em 35 anos
Foto: BBC Brasil

Cobiçadas por sua gordura, as baleias francas austrais, que vivem no sul da Argentina, sempre foram alvo de caçadores. Agora, enfrentam um novo tipo de predador: as gaivotas.

A proporção de cetáceos que aparecem feridos e até mortos tem aumentado. Pesquisas científicas mostram que, 35 anos atrás, os ataques afetavam 1% desses animais. Hoje, afetam 78%.

O biólogo Marcello Bertelotti, do Centro Nacional da Patagônia, explica que a origem deste fenômeno está ligada aos lixões. Nos anos 1990, um efeito colateral da indústria pesqueira local foi o acúmulo de restos de peixe em terrenos baldios a céu aberto.

O alimento fácil fez com que muitas gaivotas que normalmente morreriam nos primeiros meses de vida sobrevivessem. A consequência foi o aumento da população de gaivotas.

BBC Brasil
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