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 Estudo: deixar "zona do derrame" nos EUA pode não reduzir riscos
30 de dezembro de 2009 19h39 atualizado às 19h41

Os moradores do sudeste dos Estados Unidos apresentam probabilidade tão maior de morrer de derrame que os americanos das demais regiões que os epidemiologistas apelidaram a região de "cinturão do derrame". Um novo estudo sugere que o risco pode ser estabelecido mais cedo na vida, porque mesmo quando pessoas nascidas no sul se transferem a outras regiões do país ao se tornarem adultas, o risco de derrames que apresentam é mais elevado que a média.

"O cinturão do derrame" inclui os Estados do Alabama, Arkansas, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Geórgia, Mississipi e Tennessee.

Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, em um trabalho que analisava as mortes causadas por derrames nos Estados Unidos, constataram que as pessoas nascidas no sudeste e que continuavam a viver na região quando adultas tinham probabilidade 34% maior de morrer de derrames do que os demais americanos, em 2000. Mas mesmo aqueles que deixavam a região continuavam a enfrentar risco mais elevado, da ordem de 20% entre os brancos e de 9% entre os negros, de morte por derrame, comparados aos americanos que jamais tenham vivido na região, constatou o estudo.

O estudo, publicado na edição de 1° de dezembro da revista Neurology, analisava as incidências de causas de óbito registradas em 1980, 1990 e 2000. Ainda que a porcentagem de mortes causadas por derrames tenha crescido, o estudo encontrou padrões consistentes de um risco regional mais elevado, ao longo das décadas estudadas.

"Trata-se de um verdadeiro mistério", disse M. Maria Glymour, principal autora do estudo e professora assistente na Escola de Saúde Pública de Harvard. Ainda que o risco adicional seja muito pequeno se considerado em nível individual, ela diz, "não sabemos exatamente o que acontece por lá e afeta as pessoas a essa ponto".

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
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