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 Aborígenes podem ajudar África a enfrentar mudança climática
29 de novembro de 2009 03h18 atualizado às 04h35

Um programa que aproveita o conhecimento tradicional de aborígines australianos para combater incêndios, e que gerará milhões de dólares para as comunidades indígenas, poderá ser adotado em muitos países africanos, disse neste domingo um grupo de cientistas internacionais.

O projeto, realizado sob supervisão da Universidade das Nações Unidas (UNU) e da Aliança de Indígenas do Norte da Austrália para a Gestão de Terra e Mar (NAILSMA, na sigla em inglês), permitirá que os aborígines australianos vendam pelo menos um milhão de toneladas de CO2 em créditos de carbono por ano. Cada tonelada de CO2 pode ser vendida a um preço mínimo de US$ 9 no mercado de créditos de carbono.

Os cientistas consideram que o modelo pode ser facilmente exportado e incorporado na África. Segundo os dados da UNU, a utilização do terreno e a queima de biomassa (incluídos os incêndios das savanas) representam 10% das emissões de gases com efeito estufa de todo o mundo. Uma quantidade significantiva deste número procede da queima de árvores e arbustos na África e no norte da Austrália.

EFE
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