Por que a voz de algumas pessoas quando cantam tem mais vibrato do que outras? Isso pode ser ensinado? Carl E. Seashore, que morreu em 1949, realizou uma pesquisa pioneira em audiologia e psicologia da música. Ele analisou o vibrato vocal do moderno canto clássico ocidental por meio da quantificação de gravações de cantores.
Em 1938, ele descreveu os componentes em "Psychology of Music": "Um bom vibrato é uma pulsação de tom, geralmente acompanhada de pulsações sincrônicas de altura e timbre, com extensão e velocidade que dão agradável flexibilidade, suavidade e riqueza ao tom."
Ele também sugeriu que os três componentes podiam ser ouvidos e praticados. Ele descreveu o componente de tom clássico ideal como uma variação não superior a um semitom em relação à nota principal. (O vibrato do "pop" moderno tende a variar mais em amplitude do que em tom.)
O vibrato envolve os músculos da laringe e as estruturas ao seu redor, incluindo língua, epiglote e parede da faringe. Ele é geralmente descrito como uma contração e relaxação rítmica dos músculos ao redor da laringe.
O modo de ensinar cantores a atingir um vibrato sem exagerar qualquer componente é controverso. Um estudo de 2006 no Journal of Voice, de Johan Sundberg e outros, descobriu que o treino de canto profissional parece desenvolver isso sem esforço consciente.
Em 22 alunos, antes e depois de três anos de instrução de canto profissional, o estudo mediu a nota mais alta em um padrão de três notas, cantado em voz alta e suave, com a nota mais alta sendo segurada por cinco segundos. Após três anos, vozes com vibratos mais lentos que 5,2 ciclos por segundo ganharam velocidade e vozes com vibratos mais rápidos que 5,8 ciclos por segundo ficaram mais lentas.




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