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 ONU cobra indicação clara do País sobre metas de emissão
06 de novembro de 2009 05h07 atualizado às 08h30

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O secretário Executivo da ONU, Yvo de Boer, disse que está ansioso para ouvir o anúncio do Brasil sobre os esforços para deter o aumento da emissão de gases de efeito estufa, e cobrou uma "indicação clara" do País, segundo afirma o jornal Folha de S.Paulo desta sexta-feira.

Declarações foram feitas durante a última reunião preparatória para a Conferência do Clima das Nações Unidas, realizada nessa quinta-feira em Barcelona. A conferência climática da ONU acontece em dezembro, em Copenhague. Segundo jornal, o Brasil prenuncia que não apresentará um compromisso de redução. Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Londres, um número factível está sendo negociado com outros grandes emissores.

Para Boer, os esforços para conter a redução devem "ser quantificados em um total", afirmou ele ao jornal. "O Brasil já tem uma estratégia nacional de mudança climática em andamento, e grande parte dessa estratégia já pode ser quantificada", disse à Folha.

A delegação brasileira que esteve presente no evento preparatório na Espanha, disse ao jornal que não comentaria as declarações do secretário.

O não anúncio de uma meta após uma reunião ministerial sobre a redução da emissão dos gases, teria gerado a cobrança, segundo afirma o jornal. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, teria proposto uma meta de desvio de trajetória de emissões de 30 a 40% até 2020, o que não significaria uma redução nos números absolutos, mas sim um corte na tendência caso não houvesse mudanças, afirma a Folha.

Redação Terra