Pesquisadores da Universidade do Oeste de Washington decidiram estudar se os pedestres que estão envolvidos em conversas em seus celulares percebem acontecimentos óbvios que se desenrolam em torno de suas posições. "Eu estava tentando imaginar que forma de distração poderíamos empregar para a avaliação, e conversei com um aluno que tinha um monociclo", disse Ira Hyman Jr., professor de psicologia. "Ele disse que, além disso, também tinha uma roupa de palhaço. Ora, não é sempre que um professor tem um aluno que tenha tanto um monociclo quanto uma roupa de palhaço, de modo que é preciso tirar vantagem dessas coisas".
O aluno, Dustin Randall, se vestiu de palhaço - um macacão roxo amarelo, com mangas de bolinhas, um nariz de palhaço vermelho e sapatões vermelhos-, e montou em seu monociclo para dar algumas voltas em uma praça. Os pesquisadores abordavam pedestres que haviam acabado de cruzar a praça e perguntavam a eles se haviam visto algo de incomum.
Entre os pedestres que estavam ouvindo música ou caminhando sozinhos, um terço respondeu ter acabado de ver um monociclo ou um palhaço, de acordo com um relatório sobre o estudo publicado pela revista Applied Cognitive Psychology. Quase 60% dos entrevistados que estavam conversando com amigos enquanto caminhavam mencionaram ter visto um palhaço. Mas entre as pessoas que estavam falando ao celular, apenas 8% diziam o mesmo.
Quando os pesquisadores perguntavam diretamente se o entrevistado havia visto o palhaço no monociclo, as respostas positivas tendiam a subir -para 71% no caso das pessoas que caminhavam em companhia de um amigo. Mas para aqueles que estavam falando ao celular, apenas 25% deram resposta positiva.
Tradução: Paulo Migliacci ME




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