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 Nasa se prepara para teste do foguete Ares 1 nesta terça
27 de outubro de 2009 08h55 atualizado às 09h55

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Veja como foi construído o foguete Ares 1-X

A Nasa fará o primeiro voo de teste do foguete Ares 1, que até 2015 será usado para levar ao espaço a cápsula Orion, sucessora do ônibus espacial, num momento de incertezas sobre que rumo tomará o programa espacial tripulado americano. O lançamento do foguete, de 99,6 metros de altura, está previsto para terça-feira às 12h00 GMT da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, perto de Cabo Canaveral (Flórida, sudeste).

Apenas o primeiro módulo do Ares 1-X (X significa experimental), derivado dos dois foguetes de apoio do ônibus espacial, será testado; o segundo módulo e a carga útil são réplicas que cairão no oceano Atlântico após o lançamento.

O voo de apenas dois minutos e meio permitirá aos cientistas ter uma primeira ideia sobre a estabilidade e a segurança do lançador. Os dados que interessam à agência serão coletados por mais de 700 captores espalhados por todo o Ares 1-X. Serão necessários meses de análises para chegar a uma conclusão concreta.

"O lançador está em perfeito estado, não há nenhum problema técnico", indicou na sexta-feira Bob Ess, coordenador do programa Ares 1-X, explicando que as equipes da Nasa trabalham há três anos neste projeto. A meteorologia, no entanto, pode comprometer o teste de terça-feira, provocando um adiamento.

Mas o céu não é responsável pela única incerteza que ronda o Ares 1 e o programa Constellation, lançado em 2004 pelo então presidente George W. Bush após a catástrofe do ônibus espacial Columbia em 2003. A comissão de especialistas criada pelo presidente americano, Barack Obama, pouco depois de sua posse, enviou na última quinta-feira seu relatório final à Casa Branca, que deve agora decidir se dará continuidade ao programa.

Um resumo das principais conclusões e das cinco grandes opções propostas pela comissão já haviam sido divulgadas em agosto e debatidas no Congresso.

A principal constatação é que o orçamento dedicado à Nasa para o Constellation não é suficiente. A comissão estima que a agência espacial precisa de pelo menos mais três bilhões de dólares por ano para realizar missões tripuladas além da órbita terrestre, onde se concentrou nos últimos 30 anos com a construção da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

O projeto Constellation prevê o retorno dos americanos à Lua em 2020 e missões tripuladas para Marte. Para isso, está prevista a construção da cápsula Orion, o foguete Ares 1 para levá-la e um lançador mais potente, o Ares 5, para colocar em órbita equipamentos pesados destinados a missões na Lua, como um aterrissador lunar.

Os membros da comissão sugerem ainda um cenário alternativo, chamado de "flexible path" (caminho flexível, numa tradução livre) que, ao invés de chegar ao solo lunar, propõe voos tripulados até asteróides e sobrevoos próximos à Lua e Marte que não precisem de aterrissagens complicadas.

AFP
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