O pioneiro da clonagem sul-coreano Hwang Woo-suk, que caiu em desgraça por ter falsificado o que seriam inovações científicas mundiais, foi condenado nesta segunda-feira a dois anos de prisão com sursis por fraude. A promotoria solicitara uma pena de quatro anos de prisão.
Hwang, 56 anos, foi acusado em 2006 de fraude, desvio de verbas e violação da bioética, o que poderia resultar em uma pena de cinco anos de prisão. O tribunal o considerou culpado de desvio de 830 milhões de wons (704 mil dólares) e de violações às leis da bioética.
O cientista permaneceu impassível ao ouvir a sentença e deixou o tribunal sob os aplausos de quase 100 simpatizantes. Hwang perdeu todos os títulos universitários e científicos e foi afastado do mundo das pesquisas, depois de ser considerado culpado pelos colegas da Universidade de Seul de ter falsificado duas "descobertas mundiais" no campo da clonagem terapêutica.
Uma das inovações foi a suposta extração, em 2004, de uma linha de células-tronco a partir de embriões obtidos por clonagem, que foi seguida, em 2005, por uma segunda suposta conquista ainda mais importante: a produção de 11 colônias de células-tronco.
Os anúncios geraram grandes expectativas no tratamento de câncer, diabetes e mal de Parkinson. Mas a reputação do cientista foi abalada quando um canal de TV sul-coreano informou em novembro de 2005 que o cientista havia violado as leis da bioética utilizando oócitos proporcionados por suas colaboradoras e pagando por doações de óvulos, duas práticas estritamente proibidas.

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