Uma vacina sueca contra o vírus da aids que mostrou resultados promissores está sendo apresentada em Paris num encontro internacional de especialistas sobre a doença. A vacina ainda está em fase experimental, mas já mostrou eficácia em testes realizados na Suécia e na Tanzânia. Voluntários que receberam doses teriam desenvolvido células que destroem o HIV.
"É realmente um resultado inesperado. A vacina é segura e cria um certo grau de imunidade", diz Britta Wahren, virologista do Instituto Karolinska, da Suécia, um dos cientistas que trabalharam no medicamento.
Os resultados indicam que a vacina sueca apresenta melhores resultados do que a testada na Tailândia e anunciada no mês passado. Esta última reduziu em 31,2% o risco de contaminação. "Esperamos que a nossa vacina aumente este percentual para 50%", diz o cientista sueco Wahren.
O Brasil também está apresentando uma pesquisa sobre vacina contra a aids em Paris. O estudo é feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Trata-se de uma metodologia que está sendo testada apenas no Brasil. O projeto brasileiro tem como foco trechos do HIV que não passam por mutações. Com a identificação desses alvos fixos, o imunizante brasileiro pode chegar a ser mais eficaz do que os que estão passando atualmente pelo crivo dos ensaios clínicos.
O fato de focar em partes do vírus que não sofrem mutações é importante, porque o HIV é extremamente mutante, e muitos medicamentos ou drogas que num momento parecem eficazes, acabando sem efeito quando ocorre uma mutação.




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