Vacinar crianças contra a hepatite B no momento do nascimento pode reduzir significativamente o câncer de fígado, descobriu um novo estudo em Taiwan.
Em 1984, a vacinação contra a hepatite B em recém-nascidos se tornou um procedimento padrão em Taiwan. Para acompanhar os 20 anos que o estudo cobre, cientistas do Hospital Universitário Nacional de Taiwan coletaram dados de quase duas mil crianças e jovens com diagnóstico de estágios iniciais de câncer de fígado.
Entre jovens de seis a nove anos, foram encontrados apenas 64 casos no grupo vacinado, em comparação a 444 casos no grupo sem vacinação. Entre os poucos que desenvolveram câncer apesar da vacinação, pesquisadores descobriram que muitos não haviam recebido doses suficientes da vacina. O estudo foi publicado no Journal of the National Cancer Institute.
Nos Estados Unidos, crianças recém-nascidas começaram a ser vacinadas rotineiramente contra hepatite B em 1991. No país, a doença é transmitida com mais frequência por mães infectadas, mas também através do sexo, droga intravenosa ou transfusão sanguínea, e apenas cerca de cinco mil americanos morrem todos os anos de cirrose ou câncer de fígado causados pelo vírus.
Alguns pais se negam a vacinar seus bebês, afirmando que isso implicaria que seus filhos um dia se envolverão em comportamento que consideram pecaminoso.
Mas a doença também é transmitida por contato próximo com familiares e hospedeiros normalmente não apresentam sintomas. Na África, Ásia, Europa Oriental, Oriente Médio e Pacífico, cerca de um milhão de pessoas por ano morre da doença, tornando-a, segundo algumas estimativas, a 10ª maior causa de mortes do planeta.
Tradução: Amy Traduções




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