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 Países em desenvolvimento são chave para corte de CO2
09 de setembro de 2009 14h48 atualizado às 15h53

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Os países em desenvolvimento precisam ser parte efetiva de qualquer acordo sobre o corte das emissões de carbono no setor marítimo, afirmou nesta quarta-feira o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), Efthimios Mitropoulos.

A navegação e a aviação são os únicos setores da indústria não regulamentados pelo Protocolo de Kyoto, que estabelece metas para as emissões de gases-estufa pelos países ricos entre 2008 e 2012.

A navegação é responsável por quase 3% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2) e tem aumentado a pressão para a imposição de cortes no período que antecede uma crucial conferência sobre mudança climática em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro.

Os delegados dos países membros da IMO, que é uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU), aprovaram em julho medidas técnicas e operacionais não-compulsórias para reduzir as emissões de gases-estufa das embarcações. Grupos ambientais argumentam que as medidas não foram longe o suficiente por causa da oposição da China e da Índia.

Mitropoulos disse que quer envolver todos os países membros. "Nós queremos não apenas os países industrializados, mas também as economias emergentes e os países em desenvolvimento", afirmou ele em uma entrevista.

"Precisamos da participação efetiva de todos eles, senão a contribuição para reduzir as emissões de gases-estufa não seria global e não seria tão completa como gostaríamos que fosse", disse ele nos bastidores de uma conferência sobre navegação.

As medidas voluntárias aprovadas incluem um índice de eficiência energética para novos navios a fim de garantir que o design das novas embarcações seja ambientalmente correto, assim como um índice para as embarcações existentes.

Reuters
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