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 Pele humana abriga ecossistema rico e variado, diz estudo
29 de maio de 2009 16h21 atualizado às 16h28

A pele humana abriga um ecossistema bacteriano surpreendentemente rico e diverso, de acordo com um estudo publicado nesta sexta-feira nos Estados Unidos, cujos autores acreditam que a investigação pode colaborar com a busca de tratamentos para as doenças epidérmicas.As informações são do Terra Chile.

A saúde da pele, uma das primeiras linhas de defesa de infecções e feridas, depende de um equilíbrio delicado entre as células e milhões de bactérias e outros organismos microscópicos que habitam o tecido humano, explicou o artigo, divulgado na revista científica Science.

Para compreender melhor o equilíbrio, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês) pesquisou o microbioma da epiderme humana - conjunto de genomas de todos os microorganismos presentes na cútis - e descobriu uma diversidade inesperada até o momento.

Os cientistas estudaram amostras de pele recolhidas de 20 locais diferentes do corpo de dez voluntários saudáveis. Conforme as observações, a diversidade bacteriana muda principalmente de função no lugar do corpo em que se alojam os microorganismos.

"Nosso trabalho tem bases fundamentais para os pesquisadores que planejam desenvolver novas estratégias de tratamento e prevenção de enfermidades cutâneas", afirmou a doutora Julia Segre, do Instituto Nacional de Pesquisas do Genoma Humano (NHGRI, na sigla em inglês), administrado pelo NIH.

"Esperamos que as conclusões impulsionem a compreensão da complexidade dos fatores genéticos e ambientais responsáveis pelo eczema (dermatose inflamatória aguda ou crônica), psoríase (formação de escamas secas e brancas), acne, resistência microbiana aos antibióticos e outras doenças da pele", completou.

Com informações da agência AFP

Redação Terra