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 Problemas de infertilidade prejudicam casais, diz estudo
26 de maio de 2009 16h59

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Após analisar 162 casais em uma clínica de reprodução assistida, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) concluíram que os impactos negativos na qualidade de vida relacionados a problemas de infertilidade são similares nas pessoas diretamente afetadas e em seus parceiros. O estudo, publicado na edição de maio da revista científica Human Reproduction, identificou que das cinco categorias relacionadas à qualidade de vida avaliadas, apenas duas mostraram uma discrepância significativa entre os parceiros (domínios psicológicos e relações sociais) ¿ resultado que vai de encontro ao visto em pesquisas anteriores.

De acordo com o artigo, a associação entre um quadro de infertilidade e prejuízos na qualidade de vida já havia sido demonstrada de maneira consistente. No entanto, as pesquisas conduzidas até o momento têm, em sua maioria, focado nas reações individuais à infertilidade (principalmente entre as mulheres), sem que seja feita uma avaliação de como o parceiro está reagindo à condição.

"Os poucos estudos que avaliaram a qualidade de vida em casais não consideraram os efeitos para o casal", afirmam Eduardo Chachamovich, ligado ao programa de Pós-Graduação em Psiquiatra da UFRGS, e colegas no texto.

Os resultados apresentados mostram que a depressão masculina foi um preditor significativo de todas as diferenças na qualidade de vida, ao passo que a depressão feminina foi associada a apenas três (global, psicológica e física). "Além disso, foi demonstrado que, com exceção do domínio psicológico e da depressão feminina no domínio físico, o peso da depressão como um preditor das diferenças na qualidade de vida foi notadamente baixo, respondendo por não mais de 7,5% da variação da similaridade na qualidade de vida entre homens e mulheres", explicam no artigo.

O estudo ressalta que os resultados não seguem a linha dos estudos anteriores, e são necessárias mais investigações para dar conta dessa diferença. A despeito dessa necessidade de confirmação, os autores destacam que, como a qualidade de vida pareceu afetar similarmente tanto homens quanto mulheres, deve-se considerar a possibilidade de se oferecer apoio a eles enquanto casal.

JB Online
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