Ativistas da organização de defesa do meio ambiente Greenpeace se acorrentaram nesta terça-feira a uma carga de madeira liberiana armazenada no porto de Ravenna, norte da Itália, que será empregada na reforma do metrô de Roma.
O Greenpeace enviou um comunicado no qual afirma que os ativistas penduraram cartazes nos quais se denuncia "o crime das florestas da África" e alerta: "destruição de florestas é igual à mudança climática".
Segundo a imprensa italiana, ativistas da organização penduraram um cartaz gigante na estação de metrô do Coliseu, em Roma, o qual anuncia que a companhia responsável pelo meio de transporte patrocina a "destruição de florestas".
De acordo com o Greenpeace, a maior parte da madeira é propriedade de uma empresa que participa da modernização do metrô romano e que venceu recentemente a licitação de um contrato no valor de 720 mil euros.
Uma porta-voz do grupo afirmou ser "uma desgraça" o fato de que a Itália seja uma das principais entradas para a madeira ilegal na Europa.
A representante do Greenpeace acrescentou que o país deveria "interromper o financiamento do comércio ilegal de madeira e começar a fazer algo para salvar o clima".
O Greenpeace pede ao Governo italiano para que libere quatro bilhões de euros para países em desenvolvimento, como a Libéria, com o objetivo de empregar esses recursos em temas relacionados à mudança climática e à promoção de energias limpas.

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