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 Pesquisa relaciona soneca a distúrbios do sono
16 de fevereiro de 2009 10h55

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Ligia Hougland

Direto de Washington


De acordo com um novo estudo dos pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Rush, dormir ou tirar uma soneca para lidar com a dor de cabeça crônica causada por tensão pode levar à insônia crônica. O estudo, publicado em 15 de fevereiro pelo Journal of Clinical Sleep Medicine, descobriu que tirar sonecas para aliviar a dor de cabeça tem um vínculo comportamental com distúrbios do sono.

O estudo comparou um grupo de 32 mulheres que sofriam de cefaléia causada por tensão, conforme classificado pelo Sistema da Sociedade Internacional de Dor de Cabeça, a um grupo de controle de 33 mulheres que sofriam de dor de cabeça leve.

Entre as mulheres do grupo que sofria de cefaléia, 81% relataram que usavam o sono como uma maneira de lidar com a dor de cabeça. Esse método também foi classificado como a estratégia mais eficaz para a autogestão da dor.

Jason C. Ong, PhD, principal investigador e autor do estudo e professor de ciências comportamentais do Centro Médico da Universidade de Rush, diz que ficou surpreso com a freqüência com que os indivíduos que sofrem de cefaléia classificam o sono como um método eficaz para lidar com a dor.

"A insônia é uma queixa comum das pessoas que sofrem de dor de cabeça. Apesar de uma soneca aliviar a dor, ela também pode reduzir a necessidade de sono do cérebro à noite, levando a uma menor capacidade de iniciar e manter o sono durante a noite", explica Ong.

O estudo mostrou que 58% dos indivíduos com cefaléia causada por tensão relataram problemas de sono como um fator causador de dor, comparado com 18% dos indivíduos que somente sofrem de dor de cabeça leve.

Estudos semelhantes concluíram que os distúrbios do sono, que incluem dificuldade em começar a dormir ou em ter um sono ininterrupto, foram identificados como um fator de risco para o desenvolvimento de dor de cabeça crônica.

As mulheres do grupo que sofria de cefaléia também relataram um índice significativamente mais alto de dor interferindo com o sono quando comparadas ao grupo de controle. Nenhuma diferença significativa foi encontrada entre os dois grupos com relação ao uso de medicamentos analgésicos para o tratamento de cefaléia.

Ong recomenda que mais estudos comportamentais sejam realizados a fim de examinar estratégias alternativas para lidar com a dor que não envolvam o sono. Ele alerta que os médicos devem estar cientes do dilema entre lidar com a dor e sofrer distúrbios do sono.

Além disso, o estudo concluiu que os médicos especialistas devem examinar os comportamentos relativos à soneca durante o dia entre os indivíduos que relatam insônia e dor de cabeça. Tal avaliação pode ser importante para o desenvolvimento de intervenções comportamentais com respeito ao sono.

O estudo contou com a participação de 65 mulheres recrutadas de cursos universitários de psicologia da região sudeste dos Estados Unidos. A idade média das participantes do grupo que sofria de dor de cabeça era 21,9 anos, ao passo que a idade média do grupo de controle era 18,9 anos.

Especial para Terra