Segundo a organização "Direitos Humanos na China" (HRCh, sigla em inglês), com sede em Hong Kong, Jiang, de 72 anos, voltou para sua casa em Pequim depois de ser submetido a intensas "sessões de estudo", que correspondem a sessões de reeducação ideológica.
Jiang, que foi elogiado pela opinião pública internacional por sua atitude, foi detido no início de junho depois de ter solicitado em carta aberta dirigida ao governo a revisão do veredicto oficial sobre o massacre da Praça da Paz Celestial (1989) e a reabilitação dos estudantes.
"A indignação popular irá aumentar, se o governo não se retificar e descrever os protestos como movimento patriótico", afirmava a missiva de Jiang, que cuidou de dezenas de estudantes baleados durante a madrugada de 3 para 4 de junho de 1989.
A mulher de Jiang, Hua Zhongwei, que era pesquisadora na Academia de Ciências Militares, também foi detida quando se dirigia à Embaixada dos Estados Unidos para solicitar um visto, mas foi libertada duas semanas depois.
Jiang Yanyong, que ainda atua como médico do Hospital do Exército Popular de Libertação Número 301 de Pequim, está proibido de fazer declarações públicas e poderá enfrentar uma acusação criminal.
Segundo sua filha, Jiang Rui, que vive nos Estados Unidos, as investigações oficiais estão concentradas em como o conteúdo da carta aberta do médico chegou aos meios de comunicação estrangeiros, fato com que deixou o governo em maus lençóis.
Jiang conseguiu fama internacional em abril de 2003 quando revelou que os hospitais militares de Pequim tratavam em segredo centenas de doentes de Sars, enquanto o governo ainda calculava em cerca de 30 o número de atindidos.




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