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Comer peixe ajuda a combater arritmia cardíaca

20 de julho de 2004 08h08

Surgiu mais um benefício da dieta à base de peixe: ela pode reduzir o risco de arritmia cardíaca, uma doença letal. Assado ou grelhado, mas não frito, o peixe ajuda a reduzir o risco da fibrilação atrial, disse a equipe chefiada por Dariush Mozzaffarian, da Escola de Medicina de Harvard e do hospital Brigham and Women, de Boston.

"Os resultados sugerem que o consumo regular de atum ou de outros peixes grelhados e assados pode ser um fator simples e importante contra a fibrilação atrial entre homens e mulheres mais velhos", disse ele em nota divulgada pela Associação Americana do Coração.

Mais de 2 milhões de norte-americanos sofrem de arritmia, problema que causa cansaço, falta de ar e incapacidade para exercícios. As duas cavidades cardíacas superiores, chamadas átrios, ficam vibrando em vez de bater efetivamente. O sangue não é adequadamente bombeado, correndo o risco de se acumular e coagular. Esses coágulos causam entre 15% e 20% dos acidentes vasculares.

Em artigo na revista Circulation, Mazzafarian e seus colegas disseram ter estudado 4.815 pessoas com mais de 65 anos. Em 1989, os pesquisadores pediram a essas pessoas que descrevessem sua dieta. Os pacientes foram acompanhados pelos 12 anos subseqüentes.

Os médicos descobriram 980 casos de fibrilação atrial nos voluntários. Os que disseram consumir mais peixe assado ou grelhado tinham menos propensão ao problema. Quem dizia comer peixe de uma a quatro vezes por semana apresentou um risco 28% menor de ter arritmia do que as pessoas que comiam peixe menos de uma vez por mês.

Os pesquisadores atribuem esse benefício ao ácido graxo ômega-3, encontrado também em vários vegetais. O ômega-3 reduz ainda o risco de outras doenças cardíacas e é importante para o desenvolvimento e funcionamento do cérebro.

Reuters
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