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 Brasileiros retornam de viagem à Antártida no domingo
16 de janeiro de 2009 16h56

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Os sete pesquisadores do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), que participaram por 40 dias da expedição Deserto de Cristal ao interior da Antártida, chegam ao Brasil neste domingo.

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O glaciologista Jefferson Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e sua equipe desembarcam às 13h20, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, procedente de Santiago do Chile. No mesmo dia todos seguem para Porto Alegre, onde devem chegar às 18h25.

A expedição científica foi a primeira do País ao interior da Antártida. O acampamento base foi montado a dois mil quilômetros ao sul da Estação Antártica Comandante Ferraz - que o Brasil instalou no litoral do continente antártico há mais de dez anos.

Do acampamento, parte do grupo avançou mais mil quilômetros em uma das regiões mais isoladas da Antártida, o Monte Johns, onde serão feitas duas perfurações no gelo (45 e 95 metros) para a coleta de amostras de gelo. Elas serão analisadas no Brasil e no exterior e, segundo Jefferson, permitirão que se estude as variações do clima e da química da atmosfera ao longo dos últimos 500 anos.

Nos 40 dias de trabalho o grupo viveu em barracas, acampados sobre as geleiras e enfrentando temperatura de -40°C e se deslocando de avião e motos de neve. O grupo, formado por três gaúchos, três cariocas e um mineiro foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e teve também a colaboração da UFRGS e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O coordenador Jefferson Simões já participou de 19 expedições no Ártico e na Antártida e foi o primeiro brasileiro a atravessar o manto de gelo e a atingir o Pólo Sul Geográfico via terrestre no verão de 2004/2005 em uma missão chilena.

A expedição permitiu ao Brasil explorar cientificamente o interior de um continente de 13,6 milhões de km², que tem importante papel como controlador do clima do País. Até o momento, a presença nacional na Antártida esteve restrita a proximidades da costa do continente.

Esta expedição é parte das ações brasileiras no Ano Polar Internacional e uma contribuição às investigações sobre a variabilidade e mudanças do clima nos programas International Trans-Antarctic Scientific Expedition (Itase) e International Partnership in Ice Core Sciences (Ipics).

Também deram suporte à expedição a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, a Frente Parlamentar em Prol do Proantar, Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).

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