Algumas pesquisas sugerem que milhares de norte-americanos passam o seu tempo livre realizando consultas na Internet. Com o auxílio desta ferramenta algumas pessoas estão se aventurando na criação de novas formas de vida com os conhecimentos da genética. O hobby que está explodindo de popularidade nos dois lados do Atlântico: a engenharia genética. Ou, para usar a expressão mais famosa, "biohacking". As informações são do Timesonline.
» Engenharia genética em embrião desperta críticas
Para desenvolver este hobby basta apenas algum espaço extra e equipamento de laboratório que podem ser comprados pela Internet.
"As pessoas podem realmente trabalhar em projetos para o bem da humanidade e ao mesmo tempo aprender mais sobre o processo", diz Meredith Patterson, 31, uma programadora de computador.
Em sua sala de jantar, Patterson está atualmente tentando desenvolver uma alteração genética na bactéria de iogurtes, que os tornaria fluorescentes na presença de melanina, substância mortal que intoxicou crianças na China.
Patterson disse que seus conhecimentos em engenharia genética provêm de artigos científicos e sugestões de comunidades virtuais.
Eventualmente, dizem os especialistas, esses equipamentos poderão ser vendidos em kits.
Na verdade, a Apple e o Google foram criados em garagens, e desde então mudou a vida de milhões de pessoas, para melhor, contribuindo simultaneamente com milhares de dólares para economia global.
Em Cambridge, Massachusetts, uma organização chamada DIYbio está amparando a criação de uma comunidade onde as pessoas podem utilizar equipamentos especializados, como um freezer com capacidade de armazenar bactérias.
O co-fundador do grupo Cowell Mackenzie, 24, que estudou biologia na universidade, prevê algumas bio-hackers têm potencial para realizar avanços. Outros vão simplesmente fazer bagunça, ele diz: por exemplo, usando genes de lula para fazer tatuagens que brilham no escuro.
No entanto, nem todos concordam. Jim Thomas, do ETC Group, um grupo biotecnologia, diz que este tipo de experiência pode se tornar um perigo, organismos sintéticos que, em última instância, poderia escapar e provocar surtos de doenças incuráveis ou imprevisíveis danos ambientais.



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