Os quatro pesquisadores brasileiros, dos sete que integram a expedição Deserto de Cristal Brasil ao interior do Continente Antártico, concluíram o trabalho de coleta de material de pesquisa no Monte Johns e retornaram à base de operações instalada a 300 quilômetros no último sábado.
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O glaciologista Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coordenador da equipe, disse que foram realizadas duas perfurações no gelo. As amostradas coletadas a 95 e 45 metros de profundidade darão informações sobre as mudanças climáticas ocorridas no Continente Antártico nos últimos séculos.A equipe enfrentou nos 16 dias em que esteve no local temperatura de menos 40 graus centígrados, "mas as dificuldades não impediram o trabalho planejado", disse Simões. Os sete pesquisadores brasileiros e um chileno permanecem no interior da Antártica até o próximo dia 4 de janeiro, quando retornam a Punta Arenas, no Chile.
Nos últimos 25 anos, o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) realizou expedições no oceano, nas ilhas e na costa da Antártida. Nunca as missões científicas avançaram no continente.
A base da expedição Deserto de Cristal está instalada a 2 mil quilômetros ao sul da Estação Antártica Comandante Ferraz e a mil quilômetros do Pólo Sul Geográfico. Nessa região, o Sol brilha 24 horas, a espessura do gelo é de 700 metros, e a altitude, de 920 metros em relação ao nível do mar.




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