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 Vikings falsificavam espadas 'de grife', dizem pesquisadores
27 de dezembro de 2008 14h12 atualizado às 14h17

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Mesmo depois de um milênio, algumas espadas vikings estão entre as melhores já produzidas. As lendárias armas, encontradas em sítios arqueológicos no norte da Europa, trazem gravado em alto relevo o nome de seu fabricante, Ulfberht. Agora, dois pesquisadores ingleses afirmam que a marca também era usada por espadas inferiores, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

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As espadas falsificadas eram idênticas às originais, e aqueles que as compravam só percebiam a diferença na hora de usá-las - geralmente com conseqüências fatais, contam os pesquisadores Tony Fry, do Laboratório Nacional de Física da Inglaterra, e Alan Williams, especialista em armas antigas.

Williams começou a testar as lâminas das Ulfberht depois de entrar em contato com um colecionador particular, segundo o Guardian, e descobriu que a qualidade variava enormenmente entre elas. Testes de laboratório concluíram que as espadas de qualidade inferior eram fundidas no norte da Europa com ferro local, enquanto as originais eram feitas com aço trazido pelos Vikings do Afeganistão e Irã.

As Ulfberht falsificadas usavam técnicas avançadas para a época. A lâmina ainda quente, recém tirada da caldeira, era molhada com água fria, o que deixava sua borda extremamente afiada - mas fatalmente frágil.

No século 11, os russos bloquearam a rota comercial para o Oriente Médio, impossibilitando o reabastecimento de aço para as espadas Ulfberht.

Para os pesquisadores, as evidências são de que as espadas encontradas em sítios arqueológicos não são as originais, o que significa que a maior parte das Ulfberhts de colecionadores também não são.

Redação Terra