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Inpe inicia testes em satélites de parceria com China

16 de dezembro de 2008 13h50

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) iniciou os testes do modelo mecânico dos satélites Cbers-3 e 4, com lançamentos previstos para 2010 e 2013, respectivamente. Realizados no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Inpe, em São José dos Campos (SP), o objetivo é simular, com ensaios vibratórios e acústicos, as condições que atuam na estrutura do satélite durante a fase de lançamento.

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O projeto, fabricação e testes da estrutura mecânica dos satélites é responsabilidade do Brasil, que divide igualmente com a China o desenvolvimento dos Cbers-3 e 4. Para essa etapa, o Inpe contratou o consórcio CFF - Cenic/Fibraforte, que segue projeto preliminar e requisitos estabelecidos pelo instituto.

Os Cbers -3 e 4 representam uma evolução das versões anteriores (CBERS-1, 2 e 2B), este último lançado em setembro de 2007. Para as novas unidades serão utilizadas no módulo carga útil quatro câmeras (Câmera PanMux - Panmux, Câmera Multi Espectral - Muxcam, Imageador por Varredura de Média Resolução - IRSCAM, e Câmera Imageadora de Amplo Campo de Visada - WFICAM) com desempenhos geométricos e radiométricos melhorados. A órbita dos dois satélites será a mesma que das versão anteriores.

O Inpe é responsável no Brasil pelo Programa Cbers (sigla para China-Brazil Earth Resources Satellite; em português, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). O acordo de cooperação espacial com a China, que em 2008 completou 20 anos, resultou na construção, lançamento e operação conjunta de três satélites de sensoriamento remoto, o último no ano passado.

Com a política de dados gratuitos adotada pelo Inpe em 2004, o Programa fez do Brasil o maior distribuidor de imagens de satélite do mundo. No final de 2007, Brasil e China decidiram oferecer gratuitamente as imagens para todo o continente africano. A distribuição das imagens vai contribuir para que governos e organizações na África monitorem desastres naturais, desmatamento, ameaças à produção agrícola e riscos à saúde pública.

As informações são do Inpe

Jornal do Brasil
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