Pouca alegria de feriado para os ansiosos físicos em alta-energia que esperam por seu mais novo brinquedo. Um relatório liberado em 5 de dezembro afirma que o Grande Colisor de Hádrons (LHC), o acelerador de partículas mais poderoso do mundo, localizado no CERN, próximo a Genebra, Suíça, não vai entrar em funcionamento antes de julho de 2009, e que os reparos ficarão em cerca de 35 milhões de francos suíços (US$ 29 milhões).
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O relatório dá a palavra final sobre o grande acidente ocorrido no início deste ano. Ele diz que um total de 53 imãs precisarão ser removidos do túnel para inspeção e reparo. Além disso, os técnicos precisarão instalar sistemas novos de diagnóstico e de segurança adicional em volta de todo o anel de 27 quilômetros da máquina. "Há muito a se fazer," diz James Gillies, porta-voz do CERN.
O LHC vai colidir feixes de prótons de 7 TeV na esperança de gerar partículas novas como a partícula de Higgs, a qual os físicos acreditam ser instrumental na criação de massa. O projeto estava a caminho de fazer suas primeiras colisões nesse outono europeu, mas uma conexão entre duas seções das fitas de supercondutores falhou durante um teste de força.
A falha enviou milhares de amperes de eletricidade em direção ao sistema de refrigeração da máquina, criando um furo que liberou diversas toneladas de hélio resfriador. O vazamento de hélio gerou pressões de até 20 atmosferas no interior da máquina, causando mais danos a dezenas de imãs.
Decisão difícil
Inicialmente, os físicos esperavam que os reparos seriam completados até junho, mas agora parece que o cronograma será adiado para que os técnicos possam reinstalar os imãs danificados. Novas válvulas de escape de alta pressão serão adicionadas aos imãs bipolares agora sob reparo e em todos os 392 quadripolares da máquina.
Físicos da aceleração também estão estendendo 160 quilômetros de cabos ao redor da máquina, que serão usados para monitorar melhor a resistência ao longo das conexões elétricas supercondutoras do LHC. Pequenas mudanças na resistência foram precursoras do acidente, e o novo sistema deve ajudar a detectar falhas futuras antes de se tornarem um grande problema.
Os reparos e modificações significam que o LHC não vai colidir partículas até pelo menos julho. O atraso é um golpe a centenas de pesquisadores agora em ano sabático, pós-doutorandos em compromissos temporários e pós-graduandos - todos esperando por dados novos este ano.
"Está difícil," afirma Seth Zenz, pós-graduando do quinto ano da Universidade da Califórnia, Berkeley, que trabalha no detector ATLAS do laboratório. Zenz diz que os estudantes estão repensando suas teses ou mesmo considerando trocá-las por temas não relacionados ao LHC. "Isso não é uma decisão fácil de tomar."
De sua parte, porém, ele diz que vai continuar com o projeto. "É aqui que as coisas estão acontecendo," afirma. "Mais cedo ou mais tarde, vamos ter ciência realmente excitante."
Tradução: Amy Traduções




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