O conjunto epigráfico com textos escritos em grafia latina sobre material cerâmico, vidro e ossos, encontrados no jazigo arqueológico de Iruña-Veleia, na Espanha, está dando muito o que falar nestes últimos dias. A Comissão criada para investigar a autenticidade destes achados informou em seu relatório que os objetos foram manipulados. As informações são do The Guardian.
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A aclamada descoberta arqueológica de relevância mundial demonstrava, entre outras coisas, a mais antiga representação de Cristo na Cruz e a prova de que antigos egípcios tinham sobrevivido profundas influências romanas na Espanha.
O conjunto epigráfico, datado entre os séculos III e VI, foi uma descoberta emocionante e de grande transcendência.
"Os grafites poderiam ter sido feitos ao mesmo tempo da sua aparição, num laboratório", assinalam os especialistas. Os danos causados ao jazigo são enormes e, em particular, à filologia basca.
A Deputação, preocupada com a má imagem que este fato possa causar à Iruña-Veleia, já deixou claro que o jazigo é verdadeiro e o que é falso são as inscrições.
No entanto, anunciou ações legais contra os responsáveis. Embora ainda não sejam conhecidos os autores materiais e 'intelectuais' da falsificação, as atenções estão voltadas para o arqueólogo e ex-diretor das escavações, Eliseo Gil.
Contudo, o ex-diretor do jazigo manifesta a sua inocência e declara que o estudo da Comissão fundamenta-se exclusivamente em opiniões.



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