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 Genoma de mamute é seqüenciado pela primeira vez
19 de novembro de 2008 13h04 atualizado às 18h43

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Pesquisadores americanos seqüenciaram pela primeira vez o genoma nuclear de uma espécie extinta, o mamute lanudo, que desapareceu há cerca de 10 mil anos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista científica britânica Nature.

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Até agora, as seqüências genéticas reconstruídas de animais extintos eram pequenas e se centravam no DNA mitocondrial porque o material genético nuclear estava danificado ou fragmentado.

No entanto, a partir de mostras de DNA extraídas do pêlo de vários espécies de mamutes, cientistas da Pensilvânia State University (EUA) completaram 80% do genoma nuclear do mamute lanudo.

A equipe de pesquisa, liderada por Stephan Schuster, também utilizou para seu estudo mostras de outras espécies de mamute conservadas durante milhares de anos sob camadas subterrâneas de gelo.

Os cientistas explicam que esses animais pré-históricos compartilham genes com os elefantes, seus primos modernos, também da família dos elefantídeos.

A equipe descreveu 4,170 bilhões de bases genéticas de vários mamutes, 3,3 bilhões das quais pertencem ao mamute lanudo, chamado Mammuthus primigenius.

A taxa de divergência estimada entre o DNA do mamute e do elefante africano é a metade do existente entre o humano e o chimpanzé.

Por outro lado, as diferenças genéticas entre as diferentes espécies de mamute analisadas são um oitava parte das que existem entre o mamute lanudo e o elefante africano.

Schuster, professor de bioquímica e de biologia molecular na universidade de Penn State, espera que a pesquisa ajude a esclarecer as causas da extinção de alguns animais e sirva para proteger outras espécies em perigo, como o diabo da Tasmânia, ameaçado por um câncer facial letal.

Além disso, "decifrar este genoma poderia em teoria proporcionar dados que ajudem algum dia a outros pesquisadores a reviver o mamute lanudo mediante a inserção de suas seqüências de DNA no genoma do elefante moderno", acrescentou.

Atualmente, as técnicas para "ressuscitar" um mamute através de suas bases genéticas são insuficientes, mas a Nature não descarta que, após milhares de anos de extinção, possa chegar o dia no qual a tecnologia traga estes animais de volta.

EFE
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