Vitoriosa viveu pouco mais de três meses. Como todos os outros bezerros clonados, apresentou leves distúrbios, como a temperatura corporal acima do padrão fisiológico nos primeiros dias de vida. Mas os pesquisadores descartaram que a morte do animal possa estar relacionada a novas variações na temperatura corporal. Segundo eles, a bezerra teve morte súbita causada por hipertensão arterial.
O líder das pesquisas de reprodução animal da Embrapa, Rodolfo Rumpf, disse que o problema de hipertensão arterial é recorrente nos bezerros clonados. Segundo ele, a hipertensão se manifesta nesses animais antes mesmo do nascimento, ainda no útero da mãe. Ele informou que um grupo de estudos será recrutado para pesquisar a fisiologia cardíaca desses animais para tentar desvendar a origem do problema.
Apesar da morte do animal, Rumpf disse que a Embrapa prosseguirá com as pesquisas de clonagem. ¿Continuaremos trabalhando com essa tecnologia, só assim nós vamos conseguir de fato um dia dominar essa tecnologia¿, ressaltou.



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