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 Morre Vitoriosa, vaca da segunda geração de clones
28 de junho de 2004 13h38 atualizado às 13h38

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Vitoriosa nasceu no dia cinco de fevereiro e é um clone do clone. Ela é filha da vaca Vitória, de três anos Foto: Divulgação

Vitoriosa nasceu no dia 5 de fevereiro de 2004
19 de fevereiro de 2004
Foto: Divulgação

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou hoje a morte da bezerra Vitoriosa, o animal que havia sido clonado a partir de células da primeira vaca clonada no Brasil, Vitória. Conforme os técnicos, Vitoriosa morreu por choque cardiogênico causado por hipertensão arterial.

A bezerra, que havia nascido no último dia cinco de fevereiro, apresentava crescimento e quadro fisiológico normais. O veterinário Rodolfo Rumpf, coordenador do projeto, assinalou que Vitoriosa tinha atingido um desenvolvimento adequado para sua raça, a "simental", e que seu peso aumentava entre 1,2 mil gramas e 1,3 mil gramas por dia em média.

"A clonagem é uma técnica nova que ainda não foi completamente dominada. Existem registros de hipertensão arterial em outros casos de clonagem na literatura científica e também em animais que não são clones", indicou.

Vitoriosa era uma bezerra clonada de segunda geração, processo de duplicação genética que, na América Latina, teve seus primeiros exemplares nascidos na Argentina em janeiro de 2004. Cientistas argentinos recolheram células da orelha da vaca clonada "Pampa" e obtiveram "Pampa II" e "Pampa III".

A brasileira era a cópia de uma vaca nascida em março de 2001 e que até agora apresenta boas condições de saúde.

Porta-vozes da estatal brasileira informaram que o país busca, com os estudos relativos à clonagem animal, desenvolver uma tecnologia que permita preservar espécies ameaçadas de extinção e também melhorar o rebanho nacional com a reprodução de cabeças mais resistentes a doenças e parasitas.

Redação Terra