"Este estudo mostra que ministrar a vacina diretamente no aparelho respiratório pode efetivamente proteger primatas da Sars", disse Brian Murphy, diretor do Laboratório de Doenças Infecciosas do instituto. "Com mais pesquisas, esperamos desenvolver uma vacina com base nesta abordagem, que possa ser usada para imunizar rapidamente o pessoal da saúde, ajudando a controlar um potencial surto", acrescentou ele em uma nota.
Os pesquisadores, que divulgaram a descoberta na revista médica The Lancet, imunizaram quatro macacos africanos com a vacina e quatro outros com uma vacina de controle. Um mês depois, todos os animais foram expostos ao vírus da Sars. O vírus não se alastrou em nenhum dos macacos que receberam a vacina, o que ocorreu em animais do grupo de controle.
A Sars infectou mais de 8 mil pessoas em quase 30 países e matou quase 80 na epidemia que se alastrou a partir do sul da China, segundo a Organização Mundial da Saúde. A doença chegou a aparecer novamente na China em abril, matando uma pessoa e alimentando temores de que ela tivesse um ciclo anual semelhante à da gripe comum.
A vacina nasal é o terceiro protótipo desenvolvido pelo Niaid, mas o primeiro a ser ministrado diretamente no sistema respiratório, que é o foco da infecção. "Agora temos três abordagens tecnologicamente únicas para restringir a replicação da Sars em animais", disse o diretor do Niaid, Anthony Faucet, em uma declaração.
Neste mês, a Organização Mundial da Saúde disse que quatro voluntários na China haviam se submetido ao primeiro teste clínico em humanos de uma vacina que já havia sido provada em macacos rhesus.

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