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 Reservatório pré-histórico aponta origens do âmbar
04 de novembro de 2008 18h41 atualizado às 18h54

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O reservatório de âmbar (resina fóssil liberada por árvores antigas) mais importante da Europa - descoberto há poucos meses na região da Cantábria, norte da Espanha - pode comprovar as origens desse tipo de formação pré-histórica, segundo divulgaram pesquisadores à agência EFE. O reservatório de El Soplao, com 110 milhões de anos, trouxe provas pela primeira vez de como se formava a resina fóssil e qual planta a produzia.

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Os fragmentos de âmbar são 'cápsulas do tempo' que abrigam restos de pequenos invertebrados - geralmente insetos e aranhas - que ficaram presos à resina de plantas coníferas que datam da época dos dinossauros. Xavier Delclòs, especialista em insetos pré-históricos da Universidade de Barcelona, informou que foram encontrados fósseis de mosquitos, vespas e outros tipos de insetos e artrópodes em El Soplao.

Os cientistas do Instituto Geológico Mineiro da Espanha (IGME, na sigla em espanhol), responsáveis pela pesquisa, consideram importante o depósito pela quantidade de resíduo que possui. O reservatório é quase todo formado por âmbar azul-violeta, um tipo raro que só havia sido encontrado na República Dominicana. Além disso, contêm bolsas com 25 m de comprimento e 1 m de largura.

De acordo com Delclòs, freqüentemente são observados alinhamentos de folhas de uma conífera arbustiva, chamada de "frenelopsis", nos restos de resíduos. Em um dos fragmentos de âmbar de El Soplao, os traços típicos das folhas de "frenelopsis" foram identificados. "Muito provável que estejamos diante da prova de que este grupo de coníferas foi o produtor do âmbar. É um fato raro. Temos uma peça única e excepcional", completou.

Redação Terra