Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, o painel permitiu a clonagem, mas apenas quando as condições adequadas para a prática dela forem atendidas. Entre essas condições está a criação de um órgão governamental para avaliar as pesquisas.
A rede de TV NHK disse que a decisão da subcomissão de bioética do Conselho para Políticas de Ciência e Tecnologia havia sido tomada depois de uma votação convocada pelos proponentes da medida. O conselho é presidido pelo primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi.
Dez dos 15 membros presentes votaram a favor da medida, que deve ser incluída em um relatório final a ser divulgado pelo painel no próximo mês, afirmou a NHK.
Os estudos com a clonagem terapêutica se transformaram em uma possibilidade real depois de pesquisadores da Coréia do Sul e dos EUA terem dito, em fevereiro, que clonaram um embrião humano e extraíram dele células-tronco embrionárias. Esse foi o primeiro experimento de clonagem de células-tronco humanas divulgado publicamente.
A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) discute atualmente a criação de um tratado proibindo a clonagem de seres humanos. A questão mais debatida é se deve ou não ser permitida a clonagem terapêutica. Os países-membros da entidade dividem-se entre autorizar essa prática ou proibir a clonagem de forma ampla.

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