Um relatório divulgado nesta quinta pela organização BirdLife International apontou que 1,2 mil espécies de aves estão ameaçadas de extinção, sendo 190 em situação crítica.
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O documento, apresentado hoje no Congresso Mundial da Natureza, em Barcelona (Espanha), mostra que, a apenas dois anos da data estipulada para frear o desaparecimento de aves, a velocidade da perda da diversidade "ainda está longe da desaceleração", o que faz prever que as metas previstas para 2010 não serão cumpridas.
Segundo Alison Stattersfield, diretora da BirdLife e editora do relatório da entidade, como o ser humano tem mais conhecimento sobre as 9.856 espécies de aves do que em relação à maioria dos outros animais e plantas, este dado é preocupante na hora de avaliar a perda global de biodiversidade do planeta.
A "lista vermelha" das aves, baseada no número e no estado das espécies ameaçadas, mostra que as aves "avançam mais rápido do que nunca" rumo à extinção e que os recursos disponíveis para sua conservação quase não aumentaram em dez anos, além de não serem suficientes.
Acredita-se que um total de 153 espécies de aves tenha sido extinta desde 1500, e que nos últimos 25 anos do século XX cerca de 18 tenham se extinguido, enquanto outras três desapareceram desde 2000.
As aves marinhas e da Oceania são, em média, as mais ameaçadas, enquanto as asiáticas mostram uma queda acentuada por conta da destruição de suas florestas.
De acordo com o documento, os principais causadores desta situação são a perda de florestas, a agricultura, a superexploração e o desenvolvimento das infra-estruturas, além da poluição.
Das quase 10 mil espécies de aves do mundo, 45% são utilizadas pelo ser humano e mais de um terço é domesticada, enquanto uma entre sete espécies acaba caçada para servir de alimento.
Apesar da situação crítica, 16 espécies de aves conseguiram fugir da extinção nos últimos anos graças a campanhas de conservação, enquanto outras 18 foram classificadas em categorias de menor risco.

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