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 Estudo: maconha é menos prejudicial que álcool ou tabaco
03 de outubro de 2008 13h40 atualizado às 13h43

Um estudo apresentado ontem pela organização sem fins lucrativos Beckley Foundation, sediada em Oxford, afirma que a maconha é menos prejudicial que o álcool e o tabaco. Segundo o jornal El País, o relatório sugere que os governos devem "reconsiderar seriamente" a sua atual política repressiva sobre a maconha baseado no fato de que apenas duas mortes diretamente atribuídas à droga foram registradas no mundo, enquanto o álcool e o tabaco matam 150 mil pessoas ao ano apenas no Reino Unido.

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"Muitos dos males associados à cannabis são, na verdade, uma conseqüência da proibição mais do que da própria substância. Isso acontece em particular pelos os prejuízos sociais a partir de detenções e prisões", diz o relatório. "Só através de um mercado regulamentado pode-se proteger melhor os jovens de outras formas mais poderosas de dependência de tóxicos", acrescenta.

No próximo ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) vai discutir os resultados da estratégia de luta contra a droga criada há 10 anos.

Os peritos que avaliam a questão estão divididos entre os que defendem que temos de perseguir o tráfego para reduzir o consumo e os que acreditam que a proibição favorece a máfia e traficantes de droga e cria injustiças sociais nos países consumidores.

A legalização da maconha é um tema recorrente sobretudo no Reino Unido. O governo do ex-primeiro-ministro Tony Blair, em 2004, baixou a gravidade dos crimes de consumo e porte da maconha da classe B para a mais amena classe C. Ainda continua a ser ilegal fumar em público e a polícia tem o dever de apreender a mercadoria.

Mas esta medida pode ser revista no Reino Unido, já que o atual primeiro-ministro, Gordon Brown, argumenta que o skunk, ou cannabis caseiro, é muito mais poderoso e perigoso do que a maconha comum.

Redação Terra