A China lançou nesta quinta, às 10h (pelo horário de Brasília), a nave espacial chinesa Shenzhou VII, que realiza a terceira missão tripulada do país. A missão é histórica já que, pela primeira vez, um cosmonauta chinês fará uma caminhada espacial. O lançamento ocorreu no Centro Espacial de Jiuquan, a noroeste de Gansu.
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Os três astronautas que embarcaram no foguete são Zhai Zhigang, Liu Boming e Jing Haipeng. Os três têm 42 anos, são pilotos do Exército de Libertação Popular (ELP), membros do Partido Comunista e fizeram parte da equipe de apoio da missão Shenzhou VI no ano passado, no qual dois astronautas viajaram pelo espaço durante cinco dias.
Quando o Shenzhou-VII entrar em órbita, o coronel Zhai Zhigang fará uma manobra de 40 minutos fora da nave durante a tarde de 26 ou 27 de setembro, com o objetivo de soltar um pequeno satélite que retransmitirá imagens de sua viagem ao espaço. Seu traje espacial, que custou quase 10 milhões de euros, foi confeccionado a partir de tecnologias russas.
O presidente da China, Hu Jintao, se despediu dos astronautas horas antes do lançamento, e observou as manobras do foguete a partir do centro de controle espacial chinês, segundo a agência Xinhua.
O lançamento é interpretado em Pequim como uma "nota final" ao êxito da China na recente realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, e indicará o marco de ser a primeira viagem chinesa ao espaço, no qual os astronautas realizarão uma caminhada espacial fora da nave.
A China lançou seu primeiro astronauta ao espaço em outubro de 2003, o piloto militar Yang Liwei, e realizou sua segunda missão tripulada dois anos depois, em uma viagem protagonizada por Fei Junlong e Nie Haisheng.
O país asiático se encontra ainda a décadas de distância tecnológica da Rússia e dos EUA, que iniciaram seus primeiros vôos tripulados nos anos 60.
No entanto, enquanto os programas espaciais de Moscou e Washington enfrentam dificuldadesse por motivos orçamentários, a China transformou sua conquista do espaço em um dos alvos militares prioritários.
A cápsula retornará à Terra em 28 de setembro e pousará no interior da Mongólia. O vôo faz parte do ambicioso programa espacial chinês, no qual se inclui a prospecção da Lua.Com agências internacionais



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