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 Dois primeiros casos Sars não se contagiaram em laboratório
06 de maio de 2004 09h29 atualizado às 09h24

A Organização Mundial da Saúde (OMS) descartou hoje a possibilidade de que os dois primeiros casos de Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) deste ano, dois pesquisadores, tenham se contagiado no laboratório. "Investigar este foco vai ser complicado, já que após entrar no laboratório do Instituto de Virologia de Pequim, a equipe de especialistas não achou nenhum foco infeccioso", informou Huang Zhaojing, porta-voz da OMS na China.

Segundo a OMS, o foco da Síndrome Respiratória Aguda Severa parece estar contido, depois que ontem a enfermeira Li recebeu alta. Ela foi o primeiro caso diagnosticado deste último surto, que até o momento teve nove casos confirmados, um deles fatal. No entanto, um dos pacientes de Pequim, chamado Zhang, mostrou sintomas de piora nos últimos dias, por complicações com outras doenças, segundo o Ministério chinês de Saúde.

A equipe de especialistas da OMS continuará analisando as condições do laboratório do Instituto, onde, no final de março, um estudante fazia pesquisas se contagiou. Esta paciente não mostrou sintomas de Sars nos últimos treze dias, segundo o Ministério, enquanto o resto de casos hospitalizados (seis em Pequim e um em Anhui no total) se recuperam bem.

O Instituto de Virologia de Pequim foi fechado em 23 de abril e todo o seu pessoal foi posto em quarentena, a fim de controlar este terceiro surto de Síndrome Respiratória Aguda Severa. O Ministério informou hoje que mais de 300 pessoas que estavam em observação médica por ter mantido algum tipo de contato com os doentes receberam alta: 203 em Pequim e 113 na província oriental de Anhui.

A Síndrome Respiratória Aguda Severa, com um índice de mortalidade de quase 10%, causou a morte de 800 pessoas e contagiou outras 8 mil em 30 de países na primavera de 2003.

EFE
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