Turistas japoneses usam máscaras em Pequim
Foto: Reuters
Os novos diagnosticados são o pai e uma companheira de quarto de Li, a enfermeira de 22 anos que está internada no hospital Ditan de Pequim, enquanto a terceira afetada é uma mulher de 49 anos que ajudou a cuidar da companheira de Li durante alguns dias. O Ministério confirmou que as análises de sangue realizadas dos três pacientes assinalam a presença do coronavírus.
Com estes já são nove os casos confirmados (um dos quais é uma mulher que morreu em 19 de abril) todos vinculados ao Instituto de Virologia onde se suspeita que foram contagiados os dois primeiros casos confirmados, e por enquanto não existem mais suspeitos, acrescentou a fonte.
A confirmação destes três casos acontece depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) opinar que o surto de Síndrome Respiratória Aguda Severa que afeta a China "será contido", já que se conhece perfeitamente a cadeia de transmissão e o histórico epidemiológico de cada um dos pacientes. "Achamos que este foco vai ser contido, embora seja muito cedo para dizer que já o está", declarou à EFE Roy Wadia, porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Pequim, que considera que como os casos estão identificados dentro de um grupo tão limitado, não significam uma ameaça para a saúde pública.
Wadia assinalou que os esforços do governo chinês para conter o último foco estão dando resultados, embora acrescente que a OMS seguirá investigando para entender o que deu errado no Instituto de Virologia e nos hospitais onde os pacientes foram contagiados.
Os especialistas da OMS continuaram hoje sua pesquisa em Pequim com reuniões com os cientistas que trabalham no instituto de virologia, e provavelmente voltarão a inspecionar as instalações esta semana. A OMS considera que nas atuais circunstâncias a Sars não supõe uma ameaça para a saúde pública, como ocorreu no ano passado quando a doença causou a morte de pelo menos 774 pessoas e contagiou 8 mil em trinta países.

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