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 China confirma três novos casos de Sars
04 de maio de 2004 07h21 atualizado às 07h21

Turistas japoneses usam máscaras em Pequim. Foto: Reuters

Turistas japoneses usam máscaras em Pequim
Foto: Reuters

O Ministério chinês da Saúde confirmou hoje que três pessoas que estavam na lista de casos suspeitos da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) sofrem da doença, subindo para nove o número de casos diagnosticados. Os três pacientes que acabam de ser confirmados estão diretamente vinculados aos casos anteriores, cuja origem parece estar no contágio de dois pesquisadores no Instituto de Virologia de Pequim.

Os novos diagnosticados são o pai e uma companheira de quarto de Li, a enfermeira de 22 anos que está internada no hospital Ditan de Pequim, enquanto a terceira afetada é uma mulher de 49 anos que ajudou a cuidar da companheira de Li durante alguns dias. O Ministério confirmou que as análises de sangue realizadas dos três pacientes assinalam a presença do coronavírus.

Com estes já são nove os casos confirmados (um dos quais é uma mulher que morreu em 19 de abril) todos vinculados ao Instituto de Virologia onde se suspeita que foram contagiados os dois primeiros casos confirmados, e por enquanto não existem mais suspeitos, acrescentou a fonte.

A confirmação destes três casos acontece depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) opinar que o surto de Síndrome Respiratória Aguda Severa que afeta a China "será contido", já que se conhece perfeitamente a cadeia de transmissão e o histórico epidemiológico de cada um dos pacientes. "Achamos que este foco vai ser contido, embora seja muito cedo para dizer que já o está", declarou à EFE Roy Wadia, porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Pequim, que considera que como os casos estão identificados dentro de um grupo tão limitado, não significam uma ameaça para a saúde pública.

Wadia assinalou que os esforços do governo chinês para conter o último foco estão dando resultados, embora acrescente que a OMS seguirá investigando para entender o que deu errado no Instituto de Virologia e nos hospitais onde os pacientes foram contagiados.

Os especialistas da OMS continuaram hoje sua pesquisa em Pequim com reuniões com os cientistas que trabalham no instituto de virologia, e provavelmente voltarão a inspecionar as instalações esta semana. A OMS considera que nas atuais circunstâncias a Sars não supõe uma ameaça para a saúde pública, como ocorreu no ano passado quando a doença causou a morte de pelo menos 774 pessoas e contagiou 8 mil em trinta países.

EFE
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