"Acreditamos que este surto vai ser controlado, mas é muito cedo para dizer que já está", disse o porta-voz da OMS em Pequim, Roy Wadia. Wadía disse que a ausência de novos casos de Sars nas últimas 48 horas é um "bom sinal", e demonstra que os esforços do governo chinês para conter o último surto deram resultados.
As declarações da OMS ocorrem justamente depois que o Ministério da Saúde afirmasse que não se registraram novos casos de Sars nas últimas 48 horas. As autoridades disseram que se mantém a situação dos últimos dias, com seis casos confirmados (um deles uma mulher que morreu no último dia 19 de abril) e três suspeitos, enquanto 44 pessoas que estavam em observação foram dadas de alta na província de Anhui, e outras 88 em Pequim.
Estes nove casos estão claramente vinculados ao Instituto de Virologia de Pequim, onde quase com certeza se contagiaram as duas primeiras pessoas: uma estudante de Medicina de Anhui de 26 anos chamada Song e um pesquisador de nome Yang.
As autoridades afirmaram que todos os pacientes se encontram em estado estável ou em recuperação. O porta-voz da OMS confirmou que os especialistas internacionais continuam suas pesquisas, entrevistam os cientistas que trabalham no instituto de virologia de Pequim, e provavelmente voltarão a inspecionar as instalações esta semana.
A OMS considera que, nas atuais circunstâncias, o Sars não supõe uma ameaça para a saúde pública, como ocorreu no ano passado, quando a doença, não controlada a tempo, causou a morte de pelo menos 774 pessoas e contagiou outras 8 mil em 30 países. Coincidindo com a semana de férias do dia Primeiro de Maio, a China estabeleceu controles sanitários em aeroportos e postos fronteiriços com o fim de evitar uma eventual propagação da Sars.
As autoridades sanitárias afirmaram que os próximos dias serão cruciais para ver se o vírus se propagou entre as pessoas que tiveram contato com os doentes, e pediram aos cidadãos que "não tenham medo de ir aos hospitais se apresentarem sintomas".

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