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 China já tem 7 casos suspeitos de Sars
28 de abril de 2004 08h02

O Ministério chinês da Saúde reconheceu hoje, quarta-feira, um novo caso com indícios da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), subindo para sete os doentes suspeitos e dois os confirmados com Síndrome Respiratória Aguda Severa.

A nova afetada é Zhang, uma médica aposentada de 49 anos que foi internada no hospital de Jiangong, em Pequim, em 12 de abril, onde compartilhou um quarto com Li, uma enfermeira de 20 anos que é, até agora, o único caso confirmado em Pequim.

Zhang "está muito grave", disse o Ministério e acrescentou que outra das pessoas postas em quarentena por ter "contato estreito" com doentes suspeitos ou confirmados "também tem febre", embora não tenha sido incluída na lista por enquanto.

O Ministério acrescentou que treze pessoas que estavam em observação receberam alta em Pequim e outras 38 em Anhui, embora fontes da Organização Mundial da Saúde (OMS) digam que ainda há por volta de mil pessoas sob vigilância médica nos dois lugares.

Pequim advertiu Austrália, Rússia, Coréia do Sul e Japão para que aumentem sua vigilância, já que 18 especialistas destes países visitaram nos últimos meses o Instituto de Virologia de Pequim, de onde se suspeita que surgiu este novo foco de Sars.

Este novo caso, que eleva para sete o número de suspeitos e mantém em dois o número de confirmados, coincide com a chegada hoje à China dos especialistas epidemiólogos e virólogos da OMS.

"A primeiro equipe de 14 pessoas já chegou e mais alguns especialistas viajarão para a China nos próximos dias", declarou à EFE o porta-voz da OMS, Bob Dietz.

Dietz assinalou que os especialistas iniciaram "o trabalho preliminar", mas disse que "é preciso ter paciência" e esperar os resultados no futuro, já que por enquanto as investigações estão só no começo.

O porta-voz não quis dar mais detalhes sobre a agenda nem o itinerário dos especialistas que, divididos em quatro equipes, colaborarão nas investigações do laboratório do Instituto de Virologia de onde se acha que surgiu o último foco da Sars.

Outros colaborarão na pesquisa epidemiológica, enquanto uma terceira equipe ajudará a assegurar o controle da infecção em hospitais e uma última equipe viajará para a província de Anhui.

Os especialistas em epidemiologia, virologia, controle de infecções e biossegurança de laboratórios, permanecerão na China o tempo necessário para determinar a origem deste novo foco de Síndrome Respiratória Aguda Severa, que parece surgido do laboratório do Instituto de Virologia.

EFE
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