A asma, uma doença comum que é precipitada pelo frio, alergias e exercícios físicos, entre outros, provoca mortes que, em 80% dos casos, poderiam ser evitadas se os cuidados adequados tivessem sido tomados a tempo. A afirmação é do pneumologista Hisbello Campos, da Sociedade Brasileira de Asmáticos.
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Uma pesquisa elaborada por Campos com base nos dados do DataSus mostra que entre 1980 e 2005, a asma foi responsável por uma média de 2,1 mil mortes por ano no País, uma média de seis por dia. "Globalmente, o coeficiente de mortalidade por 100 mil habitantes foi de 1,39, com predomínio discreto de mortes entre as mulheres".
Em 80% das vezes, a asma se manifesta antes dos cinco anos de idade. Porém, segundo Campos, não se pode dizer que o risco de morrer de asma seja maior em determinada idade.
"A morte por asma está relacionada, por exemplo, a respostas exageradas e velozes a determinados estímulos ambientais, a outras doenças associadas e a falhas no tratamento, seja o tratamento regular, seja o tratamento da crise."
A morte por asma está também relacionada ao retardo na busca de auxílio médico por parte do doente, segundo Campos, ou à dificuldade no acesso a uma unidade de saúde capacitada para a situação.
Para se reduzir os óbitos por asma, afirma o pneumologista, é necessário assegurar o tratamento regular adequado, incluindo serviços de saúde capacitados para o tratamento ambulatorial regular do asmático e garantia da medicação adequada. Além disso, é importante equipar as unidade de emergência para o atendimento ao asmático em crise grave, contemplando capacitação profissional.



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