O Vaticano considerou nesta terça-feira uma "monstruosidade" a aprovação por parte dos parlamentares britânicos da utilização de embriões híbridos, criados mediante a introdução de DNA humano em óvulos de animais.
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O presidente da Academia Pontifícia para a Vida, monsenhor Elio Sgreccia, considerou, em declarações à Rádio Vaticano, que esses tipos de pesquisas "são graves do ponto de vista ético".
"Cada vez que a barreira homem-animal é quebrada, tivemos consequências muito graves, ainda que involuntárias", afirmou. Monsenhor Sgreccia acredita que a idéia de ajudar a encontrar remédios para doenças genéticas como o Alzheimer ou o mal de Parkinson a partir de embriões híbridos "não tem fundamento".
"É uma mentira midiática sem base científica", acusou. Os deputados britânicos aprovaram na segunda-feira passada em segunda leitura a utilização de embriões híbridos para fins exclusivamente científicos; sua implantação no útero de uma mulher é proibida.

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